Heaven and Hell
O renascimento do Black Sabbath
Heaven and Hell, nono registro de estúdio do Black Sabbath, chega às lojas. Após o fracasso de Technical Ecstasy, o grupo de Birmingham vê Ozzy entrar em queda livre. Seu pai, Jack, perdia a batalha para o câncer, e seu casamento com Thelma se desintegrava. Descontrolado, ele passa a beber e cheirar ainda mais, até não resistir e sair. Quando seus parceiros gravavam um novo disco em Toronto com Dave Walker em seu lugar, seu pai morre exatamente no mesmo dia em que Jéssica, sua filha mais velha, fazia aniversário. Sem perspectivas, ele decide voltar para Never Say Die, que se converte em um novo insucesso na trajetória da banda, que ainda seria ofuscada pelo ascendente Van Halen na turnê de apoio.
Enquanto Iommi lutava para compor um novo material e reconstruir o Sabbath, Ozzy demonstrava estar cada vez mais desinteressado, expulso pelo guitarrista após ser encontrado inconsciente deitado sobre uma poça formada por sua própria urina. Após um encontro inesperado em um clube de Los Angeles, Iommi convida Ronnie James Dio, recém saído do Rainbow, para uma jam, e dessa reunião nasce “Children Of The Sea”. Quando o baixinho é efetivado, Geezer fica frustrado e parte em apoio a Ozzy. Quem também não gosta é a Warner Bros. e a Phonogram Records, que não acreditavam na recuperação comercial dos ingleses.
Músico tarimbado, Dio não se limitava a seguir o riff. Sua melodia vocal funcionava em contraste e cruzava o riff principal, característica que musicalmente abre muito mais portas, explica o guitarrista. Outra mudança notável está na escrita. Os contos de fantasia metafóricos de Dio continham uma medida de profundidade que ressoa com muitos fãs, criando algumas das letras mais memoráveis de sua carreira. Na sequência, o Sabbath abre mão de seus últimos experimentos para abraçar o gênero que ajudou a criar.
Sob a sólida produção do lendário Martin Birch, o material se apresenta mais polido e moderno, sem perder seus atributos abrasivos e soturnos. Motivado, Iommi expõe riffs e solos inspirados, apoiados pelos teclados atmosféricos de Geoff Nicholls e pela voz poderosa e versátil de Ronnie. A arte da capa é tirada da pintura Smoking Angels, da artista Lynn Curlee, inspirada em uma fotografia de 1928 de mulheres vestidas como anjos, fumando nos bastidores durante uma pausa em um concurso de faculdade.
Gravado por três meses no Criteria Studios, em Miami, e no Ferber Studios, em Paris, o álbum alcança o nono lugar no Reino Unido e a posição #28 na Billboard, e se torna um dos grandes sucessos comerciais do Sabbath, trazendo-o para os anos 80 com um espírito renovado e um revestimento de produção que o salva da beira da morte.
Todas as músicas escritas e arranjadas por Butler, Dio, Iommi, e Ward.
Letras por Ronnie James Dio.
1. Neon Knights
2. Children of the Sea
3. Lady Evil
4. Heaven and Hell
5. Wishing Well
6. Die Young
7. Walk Away
8. Lonely Is the Word

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